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Agulhas and Somali Current Large Marine Ecosystems Project

Boa vinda a ASCLME 

Ao longo dos próximos cinco anos, os nove países da região Oeste do Oceano Índico, incluindo Comores, Quénia, Madagáscar, Maurícias, Moçambique, Seicheles, Somália, África do Sul e Tanzânia, irão trabalhar em conjunto através do projecto do Grande Ecossistema Marinho das Correntes de Agulhas e Somali (ASCLME).

 

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História

  • O primeiro registo das Maurícias vem dos marinheiros árabes e malaios, que descobriram a ilha no século X. Os portugueses foram os primeiros europeus a explorar as Maurícias em 1507. A ilha foi subsequentemente detida pelos holandeses, mas estes abandoram-na em 1710 por causa das difíceis condições climáticas. A França apoderou-se das Maurícias em 1715, mudou o nome para  Île de France (Ilha de França) e desenvolveu uma economia próspera baseada na produção de açúcar.
  • Durante a segunda metade do século XVIII, a capital da ilha, Port Louis, tornou-se um refúgio para corsários. Estes eram marinheiros mercenários, pagos pela França para saquear os navios dos seus inimigos. Os corsários saqueavam frequentemente navios britânicos que navegavam entre a Índia e as Ilhas Britânicas, carregados de bens valiosos. Como resultado, os britânicos decidiram avançar para as Maurícias e em 1814 elas foram formalmente cedidas ao Reino Unido. O nome da ilha voltou ao original ‘Maurícias’.
  • As Maurícias ganharam independência do Reino Unido a 12 de Março de 1968 e tornaram-se uma república inserida na Commonwealth em 1992. O país tem uma mistura étnica complexa, mas é uma democracia estável com eleições livres regulares e um registo positivo de direitos humanos.
  • O actual presidente das Maurícias é Anerood Jugnauth. O Primeiro Ministro é Navinchandra Ramgoolam.

Geografia

  • As Maurícias situam-se a cerca de 800 km a Este de Madagáscar. Têm um comprimento de 61 km e uma largura de 46 km nos extremos e uma área total aproximada de 1 865 km.
  • O território das Maurícias incorpora também a ilha de Rodrigues, cerca de 600 km a Este, e duas pequenas dependências a Norte, as Ilhas Agalega e Cargados Carajos Shoals. Ambas são despovoadas.
  • Os 330 km de costa das Maurícias são quase totalmente rodeados de recifes de coral. Estes formam muitas lagoas pouco profundas, praias de areia branca e dunas.
  • A ilha consiste num planalto central que é rodeado por um círculo descontínuo de cadeias de montanha. As montanhas são mais íngremes perto do centro da ilha.
  • O clima local é tropical. Existe um Inverno quente e seco entre Maio e Novembro e um Verão quente, chuvoso e húmido entre Novembro e Maio. Os ciclones afectam o país entre Novembro e Abril.
  • A capital e maior cidade da ilha é Port Louis, no Noroeste. Outras cidades importantes são Curpipe, Vacoas e Phoenix.

Demografia

  • As Maurícias têm uma população de aproximadamente 1 250 882 habitantes.
  • A maioria dos residentes da república são descendentes de pessoas do subcontinente indiano. As Maurícias contêm também populações substanciais da África continental, Madagáscar, França, Reino Unido e China.
  • A língua oficial das Maurícias é o inglês. O francês predomina nos meios de comunicação social, tanto televisão e rádio como jornal, bem como nos assuntos de negócios e empresas. O crioulo das Maurícias, que tem laços próximos com a pronúncia francesa, é a língua mais falada.
  • As religiões principais são o Hinduísmo (52%), Catolicismo Romano (28%), e Islamismo (16.6%).  Existem também Budismo (2.5%), Protestantismo Adventista (2%) e Siquismo (0.3%).

Economia

  • Desde a independência em 1968, as Maurícias passaram de um país pobre, baseado na agricultura e com desemprego elevado para uma economia relativamente próspera e diversificada. Durante a maior parte deste período, o crescimento anual tem sido entre 5% e 6%. As Maurícias têm o segundo maior PIB em África.
  • A economia é principalmente dependente da cana de açúcar, turismo, têxteis e serviços e está a expandir-se para a transformação de peixe.
  • A estratégia de desenvolvimento do governo centra-se no investimento estrangeiro. Através desta estratégia, as Maurícias têm atraído 9 000 entidades de fora, muitas delas indianas e sul africanas.
  • A moeda official das Maurícias é a rupia das Maurícias (MUR).

Serviços sociais e infra-estrutura

  • Em 2007, 100% da população das Maurícias tinha acesso a água potável e saneamento adequado. O sector público de saúde garante cuidados de saúde gratuitos a todos os cidadãos das Maurícias.
  • A educação primária é gratuita e obrigatória até aos 12 anos de idade. Em 2000, 84.4% da população era alfabetizada.
  • As Maurícias têm um sistema exaustivo de estradas asfaltadas que garante o acesso a todas as partes da ilha. O Aeroporto Internacional Sir Seewoosagur Ramgoolam situa-se a 48 km de Port Louis.
  • O porto de águas profundas das Maurícias situa-se em Port Louis. Tem três terminais principais e oferece instalações tais como para reparação de navios e um terminal para açúcar em grosso.
  • Está em desenvolvimento um plano para as Maurícias se tornarem no primeiro país a ter acesso nacional completo à internet sem fios. Isto será atingido através do estabelecimento de uma rede de ‘pequenas antenas’ com vasta cobertura.

Ambiente marinho

  • A Zona Económica Exclusiva (ZEE) das Maurícias cobre uma área de aproximadamente 1.9 milhões km², garantindo à ilha uma vasta zona marítima. As Maurícias são quase completamente circundadas por um recife de coral que constitui um habitat para muitos animais marinhos incluindo vários crustáceos. No entanto, estes corais têm sido negativamente afectados pela actividade humana. 
  • O desenvolvimento costeiro e industrial descontrolado e as más práticas pesqueiras, tais como o uso de dinamite e redes envolventes-arrastantes, têm contribuído para a degradação dos ecossistemas marinhos das Maurícias. As medidas postas em prática contra isto incluem a proibição do uso de dinamite na pesca, uma estação fechada à pesca com rede e a proibição da remoção e venda de corais e conchas.

Pescas

  • Existem 61 estações de desembarque ao longo da costa das Maurícias a partir das quais os pescadores artesanais operam. Estes pescadores usam pirogas com comprimento entre 6 e 10 m para pescar em lagoas e no recife exterior. Eles usam armadilhas, linha e anzol, arpões, grandes redes e redes de emalhar. Em 2004, havia 2 256 pescadores artesanais activos nas Maurícias. As principais espécies capturadas são os lethrinidae (passarinhos), scaridae (papagaio velho), siganidae (macuas) e tainhas. Pratica-se pesca nos bancos pouco profundos do Planalto de Mascarene, a cerca de 500 km a Norte das Maurícias. Aí os pescadores operam a partir de dories: embarcações com fundos estreitos e achatados, proas altas e lados convexos. As viagens de pesca duram entre 30 e 60 dias. As capturas são consumidas localmente e representam cerca de 30% do consumo total de peixe nas Maurícias.
  • A pesca de atum é a maior pesca industrial nas Maurícias. É responsável por cerca de 40% das capturas anuais e fornece a matéria prima para a fábrica local de conserva de atum. As exportações de conserva de atum representam mais de 90% das exportações de peixe e produtos de peixe do país. O atum é pescado tanto por cercadores como palangreiros.
  • O sector das pescas nas Maurícias é responsável por um porcento do PIB e emprega aproximadamente 11 000 pessoas.

Fontes

http://en.wikipedia.org/wiki/Mauritius
http://www.wcs.org/international/marine/marineafrica/madagascarmarine
http://www.lonelyplanet.com/worldguide/mauritius/
https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/mp.html
http://www.state.gov/r/pa/ei/bgn/2833.htm
http://www.fao.org/fi/fcp/en/MUS/profile.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Wildlife_of_Mauritius
http://en.wikipedia.org/wiki/Mauritius

 

"Eu estou muito impressionado por ver como o Projecto avançou tão bem ao longo do último ano. As complexidades do projecto são de tal ordem que é preciso um esforço enorme para atingir os mais modestos avanços; por exemplo, estamos a trabalhar com oito países, com diferentes idiomas e diferentes níveis de desenvolvimento. Com todos estes desafios, o projecto progrediu imenso num ano.

O David reuniu uma equipa jovem e eficiente. Estas pessoas estão a mostrar resultados a um nível que seria de esperar de uma equipa com muito mais experiência.

Os cruzeiros foram, sem dúvida, um catalista de acção. Mais do que um mero exercício de recolha de dados, os cruzeiros tornaram-se num exercício para os países que participaram poderem fazer a ponte.

Estou também impressionado com o crescimento do Projecto; no final de apenas um ano registou-se crescimento nas actividades de projecto e parceiros de projecto."

Prof. Paul Skelton, representing the South African Institute of Aquatic Biodiversity (SAIAB), South African host of the Project Co-ordination Unit.


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