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História- Os Comores eram frequentados por viajantes de África, Madagáscar, Indonésia e Arábia antes dos Europeus encontrarem as ilhas.
- Os Comores tornaram-se numa colónia francesa oficial em 1912.
- Em 1961, os Comores obtiveram autonomia. Em 1975, o país cortou todos os laços com a França e declarou independência, com Ahmed Abdallah como presidente.
- Um mês depois, Abdallah foi derrubado pelo Ministro da Justiça Ali Soilih, marcando o início de um longo período de instabilidade política. Desde a independência, o país passou por mais de 20 golpes de Estado e várias tentativas de secessão, causadas pela fricção entre as ilhas individuais do arquipélago.
- Um acordo de partilha de poder assinado em 2003 deu às ilhas individuais estatuto semi-autónomo e conduziu a eleições para a assembleia nacional em 2004.
- Em 2006 teve lugar a primeira troca de poder pacífica e democrática de sempre do país. As eleições foram ganhas por Ahmed Abdallah Mohamed Sambi, o actual presidente do país.
Geografia- O arquipélago de Comores é constituído por Grand Comoro, Mohéli, Anjouan e Mayotte. Estas ilhas, bem como muitos ilhéus mais pequenos, constituem um arquipélago de origem vulcânica.
- O arquipélago situa-se no Oceano Índico, no Canal de Moçambique, a cerca de dois terços da distância entre o Norte de Madagáscar e o Norte de Moçambique.
- Com 2 235 km², é um dos países mais pequenos de África.
- O interior das ilhas varia entre montanhas íngremes e baixos montes.
- O clima é geralmente tropical e ameno.
Demografia- Com uma população estimada em 711 417 habitantes, os Comores são um dos países menos populosos de África, apesar de terem uma densidade populacional elevada.
- O Islamismo Sunita é a religião dominante, representando 98% da população. Existem também minorias Católica Romana, Malgaxe e Indiana, bem como habitantes que falam crioulo e uma pequena população chinesa.
- Existem três línguas oficiais nos Comores – Francês, Arábico e Shikomoro, que é uma mistura de Swahili e Arábico. A literacia total foi estimada em 62.5% em 2004.
Economia- Comores é um dos países mais pobres no mundo. O PIB em 2002 foi $441 milhões.
- A agricultura, incluindo a pesca, caça e florestas, contribui para 40% do PIB, emprega 80% da força de trabalho e garante a maioria das exportações.
- As indústrias principais são o turismo e a destilação de perfumes. Comores é o maior produtor mundial de ylang-ylang e um dos maiores produtores de baunilha.
- O baixo nível de educação da força de trabalho contribui para um nível de subsistência da actividade económica, desemprego elevado (14.3%) e uma forte dependência de doações e assistência técnica estrangeira.
- Comores não é auto-suficiente na produção alimentar. O arroz, o alimento principal, constitui a maioria das importações.
- O país importa também bens de consumo, produtos petrolíferos, cimento e equipamento de transporte.
- A moeda official é o franco comoriano (KMF).
Serviços sociais e infra-estrutura- O governo de Comores está a tentar melhorar a educação e a formação técnica, bem como os serviços de saúde.
- Muitas estradas nas áreas rurais de Comores permanecem por asfaltar. Algumas vilas não estão ligadas ao sistema rodoviário principal, ao passo que outras estão ligadas por caminhos transitáveis apenas por veículos de tracção às quatro rodas.
- Os portos das ilhas são rudimentares. Apenas pequenos navios se podem aproximar dos cais existentes na Ilha Grande Comoro. Os petroleiros e navios de carga têm que ancorar no alto mar onde são normalmente descarregados para embarcações menores.
Ambiente marinho- Pratica-se pesca ao longo de mais de 160 000 km² de mar, incluindo 900 km² de plataforma continental e 427 km de linha costeira.
- A área de pesca tem recursos potenciais estimados em 33 000 toneladas métricas por ano, 64% dos quais são actualmente explorados.
- As áreas costeiras do oceano estão sobre-exploradas enquanto os recursos mais longe no alto mar permanecem em grande medida sub-explorados. Os pescadores de Comores pescam em profundidades de várias centenas de metros há vários séculos, usando a técnica indígena de pesca maze, um sistema de linhas longas.
Pesca- O peixe capturado nas ilhas Comores aumentou de 6 000 toneladas métricas em 1985 para 162 000 toneladas métricas em 2004, pondo um fim às importações de peixe para consumo diário. A indústria pesqueira emprega actualmente cerca de 6% da população, fornecendo 8 500 empregos directos e 24 000 empregos indirectos. É responsável por aproximadamente 21% do valor das culturas agrícolas.
- A maioria da pesca é conduzida por habitantes locais para fins de subsistência. Mais de 4 500 pescadores registados usam embarcações tradicionais para pescar em águas perto da costa.
- Em 1998, aproximadamente 40 cercadores e 20 palangreiros de superfície da União Europeia foram licenciados para a pesca do atum nas águas de Comores em troca dos custos de licença. Este acordo de pesca irá permanecer em vigor até 2010. Apesar do acordo restringir o número de navios pesqueiros estrangeiros nas águas de Comores, há quem esteja preocupado que a ausência de quotas estipuladas possa levar à sobre-pesca.
- O objectivo do governo é aumentar a produção pesqueira em cerca de 50%, para criar mais de 5 000 novos empregos na indústria e aumentar a contribuição do sector para o PIB para mais de 13% até 2009.
Fonteshttp://www.nationsencyclopedia.com/Africa/Comoros http://travel.state.gov/travel/cis_pa_tw/cis/cis_1091.html http://bycatch.env.duke.edu/Countries/Comoros http://www.country-data.com/cgi-bin/query/r-3410.html http://www.photius.com/countries/comoros/economy/comoros_economy_agriculture_livesto~79.html http://en.wikipedia.org/wiki/Comoros https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/cn.html http://lcweb2.loc.gov/frd/cs/kmtoc.html www.lonelyplanet.com/worldguide/comoros-and-mayotte
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"Eu estou muito impressionado por ver como o Projecto avançou tão bem ao longo do último ano. As complexidades do projecto são de tal ordem que é preciso um esforço enorme para atingir os mais modestos avanços; por exemplo, estamos a trabalhar com oito países, com diferentes idiomas e diferentes níveis de desenvolvimento. Com todos estes desafios, o projecto progrediu imenso num ano. O David reuniu uma equipa jovem e eficiente. Estas pessoas estão a mostrar resultados a um nível que seria de esperar de uma equipa com muito mais experiência. Os cruzeiros foram, sem dúvida, um catalista de acção. Mais do que um mero exercício de recolha de dados, os cruzeiros tornaram-se num exercício para os países que participaram poderem fazer a ponte. Estou também impressionado com o crescimento do Projecto; no final de apenas um ano registou-se crescimento nas actividades de projecto e parceiros de projecto." Prof. Paul Skelton, representing the South African Institute of Aquatic Biodiversity (SAIAB), South African host of the Project Co-ordination Unit.
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